Eurovision – sim, por que não?

Hoje, a postagem não vai ser sobre uma série. Quer dizer, algumas pessoas consideram reality shows de música como séries… mas eu não considero. E o assunto em questão também não é um reality show, hehe.

Só que eu estou monotemática esta semana, então vou trazer o tema pra cá também, porque #MeuBlogMinhasRegras.

E o tema é: Eurovision!

Muitos de vocês já me ouviram falar desse programa, porque eu passo adiante a palavra do Eurovision, e nessa edição de 2018 eu estou acompanhando (quase) tudo com mais afinco. E a grande final dessa  é nesse sábado (12/05)! E eu estou empolgadíssima!

“Amanda, mas de que raios tu tá falando?”

Então, a resposta curta é que Eurovision é uma competição musical entre países europeus (com a participação da Austrália). Porém, esse evento é muito mais do que isso: é o momento mais confuso/gay/divertido/musical/amado do calendário europeu, quase do mesmo tamanho da Champions League (talvez um pouco menor, mas, sério, na Europa, isso é graaande).

Eu descobri que o festival existia por causa de uma amiga querida (hey, Duna), que me apresentou algumas das grandes pérolas do Eurovision. Porque se tem uma coisa que você precisa entender é que pérolas e momentos inesquecíveis não faltam.

O primeiro vídeo que eu mostro pras pessoas e que resume as melhores características é esse aqui embaixo:

Depois desse vídeo, se a sua vida não mudou, você está morto por dentro. Brinks haha

Eu amo esse vídeo. E eu apresento o Eurovision com essa música e essa performance porque ela reúne tudo que o festival tem de melhor: músicas estranhas, danças mais estranhas ainda, figuras inusitadas e um pouco de intriga política europeia. Nesse caso, a intriga interminável entre a Ucrânia, país da Verka, e a Rússia. Uma das frases da letra diz: “I want to see Lasha Tumbai”. De início, foi dito que “Lasha Tumbai” seriam palavras da língua mongol; depois, foi descoberto que essas palavras não existiam. Daí as pessoas prestaram atenção ao som das palavras: parece “Russia goodbye”, ou “Adeus, Rússia”. Sendo uma música ucraniana, todo mundo chegou a conclusão de que esse foi o jeito encontrado para burlar as regras do festival, que impedem músicas com conteúdo político nesse sentido. Deu certo, a música é incrível, terminou em segundo naquele ano (porque ninguém gosta da Rússia, então vamo cantar pra eles irem embora mesmo), eu sempre cantei e sempre cantarei “Russia goodbye” e a Verka entrou pra história do festival.

O Eurovision foi criado no pós-guerra, em 1956, para unir a Europa ainda dizimada. Na primeira edição, participaram poucos países: Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, Luxemburgo e Suíça. No segundo ano, entraram Dinamarca, Reino Unido e Áustria. Aos poucos, o festival foi crescendo e se tornou o grande evento que é hoje, com direito até a país convidado – a Austrália, que viria para ficar apenas no ano de 2015 e acabou continuando até hoje.

O ganhador é escolhido pelo público que assiste e por jurados dos países participantes, num sistema bem metade/metade. E você não pode votar no seu próprio país, tem que votar em outro. E é aí que mora a graça da votação: países inimigos nunca votam entre si; Dinamarca, Finlândia e outros escandinavos trocam votos de gentileza, ou escolhem um dos países para votar em bloco; a Rússia é odiada (mais ainda hoje em dia, por causa das políticas anti-LGBT – lembrem-se que esse é um festival bastante gay); a Alemanha também não é lá muito amada; alguns países levam muito a sério o festival, como a Suécia, que tenta cativar o público bem antes da final e criar grupos de fãs nos outros países; outros competidores estão lá só para serem estranhos – e esses são os que nós mais gostamos. Quer mais um exemplo?

Vampirão da Romênia cantando ópera. Tem algo mais incrível?

Também tem músicas quase normais, tipo essa aqui, do meu primeiro amor no Eurovision, o ska grego do Koza Mostra:

Gregos de kilt e a participação de um tiozinho fofo

Eu poderia ficar aqui sugerindo zilhões de vídeos, mas se vocês olharem nessa playlist tem alguns dos melhores.

Vale dizer que as performances tem que ser ao vivo e ter um máximo de 3 minutos, e quem ganha será o anfitrião do ano seguinte. Por isso, alguns países muito endividados da Europa mandam números que eles acham que não vão ganhar, mas não deixam de participar da festa. Esse ano, o Eurovision acontece em Portugal, país do ganhador Salvador Sobral (que cantou bossa nova, ninguém me convence do contrário).

O Eurovision movimenta tanto a Europa que até mesmo as casas de aposta se envolvem e fazem projeções de preferidos para ganhar todos os anos. Ano passado, o vencedor nas casas de aposta era o mozão italiano Francesco Gabbani, com “Occidentali’s Karma”. Na música, o Gabba (sou íntima) cita um livro lançado em 1967: O Macaco Nú, de Desmond Morris. Por causa da música, o livro voltou pra lista de mais vendidos na Europa. Essa é a força do Eurovision.

Gabbani não ganhou o Eurovision, mas ganhou o coração do público: esse vídeo tem exatamente 189.397.851 visualizações enquanto eu escrevo esse texto

Esse ano, os preferidos são a israelense Netta Barzilai, o grupo búlgaro Equinox, o checo Mikolas Josef e a chipriota (acabei de descobri que é essa a nacionalidade de quem é de Chipre) Eleni Foureira (coloquei os vídeos como links porque senão essa postagem vai ficar ainda maior do que já está).

Mas assistir o Eurovision no Brasil não é lá muito simples: você precisa ser assinante do canal espanhol TVE, ou da tv alemã, no pacote de canal a cabo, ou ainda usar VPN no seu computador, para fingir que você está na Europa. Nesse segundo caso, eu aconselho usar o navegador Opera, porque ele já vem com a opção de usar o VPN. Assim, é possível ver a final por esse link.

Eu recomendo muito ver esse festival. É divertido, cafona, engraçado e uma ótima oportunidade de conhecer bandas e cantores novos – de verdade, todos os anos eu encontro pelo menos 2 artistas que eu continuo seguindo depois. Vale a pena demaaaaaais ❤

Mais informações (em inglês): The Eurovision Song Contest, Explained For Americans29 Of The Funniest Tumblr Posts About Eurovision 2017; Festival Eurovisão da Canção (wikipedia de Portugal hahahah)

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