Glow – nossos anos 80 ainda estão vivos

Gente, essa série. Que coisa mais maluca!

Eu nem sei dizer porque eu comecei a assistir, só sei que não parei. Ela é… eu não sei caracterizar. É divertida, constrangedora, bizarra, cafona. São os anos 80 em um resumo rápido e bem purpurinado. E ela celebra sua bizarrice e cafonice. E foi renovada para a segunda temporada, então pode assistir sem muito medo, já que pelo menos mais uma temporada está garantida.

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As Gorgeous Ladies Of Wrestling (lindas garotas da luta livre) – GLOW

Resumo para vocês saberem do que eu tô falando – a trama acompanha a vida de Ruth Wilder (Alison Brie), uma atriz sem sucesso e sem dinheiro para pagar as contas. Ela é chamada para um teste e, ao chegar no local, descobre que esse teste é para fazer parte de programa televisivo de garotas que vão encenar luta livre – GLOW (Gorgeous Ladies Of Wrestling). Uma curiosidade é que esse programa de fato existiu, foi ao ar entre 1986 e 1989 e era transmitido no Brasil pelo SBT, com o nome de “Luta Livre de Mulheres”.

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As moças da Glow da vida real

Glow é da mesma criadora de Orange Is The New Black, Jenji Kohan, mas é um outro mundo, completamente diverso, ainda que a força feminina esteja em primeiro plano aqui também. Alison Brie é o destaque da série, com sua atuação como “atriz não muito boa nem muito ruim”, mas as outras meninas não ficam atrás. Tanto a ex-amiga de Ruth, Debbie Eagan (Betty Gilpin), que vai além de ser apenas um contraponto, quanto todas as outras lutadoras e o diretor do show, Sam Sylvia (Marc Maron) – que, aliás, você provavelmente vai gostar e odiar, sentir nojo e pena, tudo junto.

 

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Ruth numa roupa que, não vou negar, quero roubar pra mim

Importante dizer que nenhuma dessas moças sabe lutar de verdade – apenas uma delas vem de uma família de lutadores, e mesmo ela não é uma especialista nas artes marciais. Por isso, parte da série se baseia em mostrar essas mulheres aprendendo a encenar uma luta e escolhendo suas personagens caricatas: a russa e a americana (lembrem-se – são os anos 80, guerra fria), a inteligente e a burra, a animalesca e a bonita etc., sempre a luta do “bem” contra o “mal”, e o bem sempre vai vencer no fim; bem preto e branco mesmo, como eram (e ainda são) essas lutas. 

É um programa diferente de tudo que eu já tinha assistido. Eu me diverti bastante. E curti também ver como eles trataram os estereótipos – as mulheres ali sabem o quão difícil é serem levadas a sério, ainda mais no ambiente das lutas, e, por isso, usam os preconceitos do mundo a seu favor. É interessante ver, por exemplo, como a série retrata as dificuldades em convencer patrocinadores a apostar em lutas de mulheres. Naquela época, essa ideia era bem transgressora, e só vai pra frente porque o diretor do programa o vende como algo sexy. E aqui, um adendo – apelo sexy de  mulheres lutando num programa que seria transmitido no sábado de manhã. Ah, os anos 80, hahahah

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Sam (dentro do ringue) com suas lutadoras

“Mas, Amanda, afinal, eu devo assistir isso aí?”

Bom, depende. Eu amei toda a breguice, a retratação da época, os cabelos, a purpurina, os maiôs mega cavados (o que tínhamos na cabeça, meu povo?). Amei as lutadoras sofrendo para aprender o básico de luta e depois aprender também a encenar esses confrontos. Amei as piadas, inclusive as russas. Até os dramas meio previsíveis.

Mas não é uma série que vá mudar a sua vida. Ela é meio específica, tem um nicho a atingir. Se você tem um humor aberto a coisas mais estranhas, a muita ironia e/ou sobrou algum saudosismo dos anos 80 aí no seu coração (mesmo com essa avalanche oitentista que vivemos nos últimos anos), você vai gostar. Se você já assistiu luta livre encenada e quer ver a invenção da versão feminina dessas lutas, é o seu momento, se joga. Mas se você acha isso tudo esquisito demais, colorido demais, oitentista demais, talvez não seja o seu tipo de série.

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Só observem essas cores, esse visual, e me digam – vocês não ficaram nem curiosos?

Meu conselho? O que eu sempre falo quando alguém começa uma série é: assista os quatro primeiros episódios. Se a série não te pegar em quatro episódios, é provável que ela não te pegue mais. São episódios de comédia, com cerca de 30 minutos, e só 10 episódios nessa primeira temporada, então a série voa.

Vocês assistiram Glow? O que acharam? Têm vontade de assistir? Me contem =)

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