Grace e Frankie – o valor das segundas chances

Hey! Tudo bem?

Agora sim! Acabou o carnaval, né mesmo? Então vamos começar as postagens sobre séries de uma vez por todas!

E eu vou começar por uma das últimas que eu finalizei – Grace and Frankie. Essa série é da categoria Você deveria estar vendo isso agora, se é que você não está mesmo vendo. Sabe por quê? Porque ela é uma série corajosa, diferente, diria até que única – de fato, eu não consigo pensar em nenhuma série que trate dos mesmo temas e ainda por cima seja uma comédia gostosa de ver.

E acabamos de saber que ela foi RENOVADA!

giphy

Somos todos Frankie (à direita) comemorando essa notícia

De início, vamos para a análise sem spoilers.

Pra quem não faz ideia do que eu tô falando, um resumo – após 40 anos de casamento, Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) são chamadas por seus maridos Robert (Martin Sheen) e Sol (Sam Waterston) para um almoço e recebem uma notícia inesperada: os dois são amantes há 20 anos e agora querem passar o resto da vida juntos. As duas, que não se gostam, se veem obrigadas a começar a vida novamente aos 70 anos, e acabam por encarar isso juntas. Elas são muito diferentes – Grace é elegante e conservadora, Frankie é hippie e espiritualizada. Essas diferenças vão causar conflitos e risadas, claro, mas principalmente vão fazê-las crescer muito como pessoas. Sim, porque sempre temos o que evoluir, mesmo aos 70 anos.

sol-and-robert1

Sol e Robert sendo lindinhos

Vale dizer também que a série é criação de Marta Kauffman, uma das criadoras de Friends, e Howard J. Morris, co-produtor de Eu, a Patroa e as Crianças (My Wife and Kids).

Os temas já são diversos por si – recomeço de vida aos 70 anos (tanto para elas quanto para eles, que vão se assumir gays depois de tanto tempo e com essa idade); sexualidade na terceira idade; cumplicidade entre mulheres que se viam como inimigas; e os desafios de viver em um corpo que não é mais jovem. Com o passar das temporadas, vemos temas como negócios, convivência com a morte dos amigos e outros percalços da idade surgirem, mas falarei melhor disso na parte com spoilers.

Nessas 4 temporadas (a última foi lançada em janeiro e eu devorei em dois dias), a gente acompanha não só os dramas e a comédia das personagens-títulos, mas também a vida dos ex-maridos e dos filhos dos dois casais: as filhas de Grace, Brianna (June Diane Raphael) e Mallory (Brooklyn Decker); e os filhos de Frankie, Coyote (Ethan Embry) e Bud (Baron Vaughn). Aliás, preparem-se para amar a Brianna, é a minha personagem preferida e a atriz é sem dúvida uma das melhores do elenco.

GraceFrankie_YoungerCast

Da esquerda para a direita: Brianna, Sol, Mallory, Bud e Coyote

Hollywood está mudando, finalmente. Essa série, 20 anos atrás, seria impensável e impossível. Imagina só, dar papéis a atrizes de 70 anos que não seja simplesmente o de avó simpática ou megera? A nossa vida, hoje em dia, mudou e estamos ficando mais ativos por cada vez mais tempo. Faltava uma série que retratasse essa mudança.

A primeira temporada escorrega em alguns momentos e pode ser que você pense em largá-la. Migos e migas, segurem na mão da titia Amanda e confiem – vocês não vão se arrepender de dar uma chance pra série. Mesmo nesse começo, há momentos maravilhosos e, sobretudo, há a sensação nova de olhar para uma velhice que não é mais sentença de morte e/ou motivo para ficar em casa assistindo tv.

O elenco não começa inteiramente afinado – eu tive a impressão de que alguns atores demoram um pouco para achar o tom correto pras personagens. É o caso do Sol, por exemplo. Ainda que eu ame o Sol desde sempre (como não amar?), me pareceu que no começo ele exagerava um pouco. E o Robert me soava um pouco travado além da conta. Ambos os atores estão fora da zona de conforto, e justiça seja feita – mesmo que precisassem de alguns ajustes, o relacionamento entre os dois sempre foi interessante e gostoso de ver.

GF_EP111_MM_110414_0222-0257_R_COMP_CROP1.JPG

Affff, maravilhosas ❤

Jane e Lily também foram encontrando o equilíbrio entre suas Grace e Frankie e a série foi se baseando na amizade e cumplicidade de duas mulheres contra o mundo, o que é sempre ótimo de ver nas telas. Mais do que isso – duas mulheres mais velhas e recém divorciadas que se recusam a perder a briga contra esse mundo, não se deixam abater e se apoiam uma na outra. Não sei se dá pra ser mais feminista que isso – e nem é esse o ponto, na verdade. A série é sobre se dar segundas chances, aos 20, 30, 40 ou 70 anos.

Sério, você deveria estar vendo isso agora. Vale a pena. Vem se apaixonar por essas pessoas você também.

E clique aqui para ver a crítica com spoilers.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s